Do amor - que pode nem ter existido -
pode não ter sobrado nem os cacos;
da paixão nem as faíscas, nem o tesão,
nada. Do desejo não sobraram nem as
cobertudas carameladas; do perfume até o cheiro se perdeu.
As lembranças se misturaram com o gosto de alcool, o cheiro
de cigarro e doses de tequila - nunca foi realmente importante.
Mas o ciúme, ele fica. E o que volta intensamente dentro de você não é
o amor adormecido, nem aquela chama da paixão, muito menos o tesão e o
desejo. O que te incomoda, o que te faz querer reviver, o que te faz querer,
é esse chatinho, esse incontrolável, esse calculista sentimento sem nome,
que não suporta ver o que já foi teu, sendo feliz sendo de outra (o).
Que borboletas no estomago que nada, é orgulho ferido mesmo.
Por isso as mimadas sofrem mais, é como se fosse um brinquedo velho,
sem valor sentimental, que você não quer jogar fora.
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